Nas leituras que fazemos ao iniciar o curso de Serviço Social, muitas ficam em um nível quase que inatingível de compreensão, são textos de filosofia aprofundada, economia política, uma vasta discussão sobre teoria política e a categoria trabalho, quem nunca ao iniciar o curso de Serviço Social se questionou: "O indivíduo é a pessoa; a pessoa é sujeito? "... Incrível, são tantas dúvidas num primeiro momento, que vamos esclarecendo a partir do jogo de ideias, das desconstruções associativas e da compreensão das contradições sociais, as quais estamos todos envolvidos, que universo convidativo. Sim, subjaz um universo novo que passa a ser descoberto, o do Ser Social. Agora, nesse instante, já passamos a compreender que o nomeado "ser humano" é na realidade o "ser social", este dotado de necessidades sociais que subsiste em um sistema produtivo que tem suas bases fincadas na desigualdade social, exclusão social, que necessita a todo instante manter o monopólio em cima daqueles que produzem suas riquezas. Aliás, agora, já passamos a conhecer duas personagens intrigantes dessa história: o sistema capitalista e o sistema de sobrevivência humana, o trabalho, por que eles estão lado a lado? e porque é tão importante pra nossa profissão conhecer a fundo? Então..parte-se do conhecimento embrionário, logo quando iniciamos os estudos na graduação com o livro de Léo Huberman (História da Riqueza dos Homens). Seguindo, nos encontramos com Karl Marx, uma relação de amor e ódio vai sendo gestada, quem nunca leu "A crítica da economia política" ou alguns textos de "O Capital" e chegou a seguinte conclusão: não entendi nada? ou simplesmente quase nada...! Enfim, são tantos mergulhos, que vamos passando de disciplina a disciplina e cada vez mais, vamos compreendendo a sociedade na qual vivemos, uma sociedade que vive do trabalho, mas que não valoriza quem o faz, os trabalhadores. Duas classes distintas, uma que domina e uma que vive na subalternidade. Uma depende do trabalho da outra, a classe burguesa. A outra, a trabalhadora, depende do salário pago pela burguesia. Mas, como desconstruir tantos conceitos pré-concebidos desde a nossa tenra infância até o contato com tantas leituras, que nos fazem refletir sobre tantas coisas? Até hoje me questiono..!
Queridos (as) alunos (as) espero auxiliar através desse blog e aprofundarmos nossos conteúdos ao voltarmos a normalidade.
Nada é para sempre, tudo passa, força e foco!!!
